A volta
Decidi voltar a escrever aqui após tanto tempo. Tenho certeza que poucas pessoas, se é que alguém ainda vem aqui, vão saber que escrevi de novo no blog.
Achei bom voltar para cá, afinal, é bom às vezes desabafar, seja para ONDE for, não para QUEM for, pois que não falaria de mim olhando para outra pessoa, que ela leia aqui, mas que não veja a face dos meus sentimentos ilustrados nos olhos.
Segredos tantos há, escondidos mesmo que escancarados. O segredo escondido e ao mesmo tempo escancarado é aquele que você mostra nos olhos, na alma, que fica nas entrelinhas, ninguém os vê, poucas são as pessoas que olham nos olhos e se dão ao trabalho de pelo menos tentar ler a alma de alguém. Claro que existem pessoas que não sabem ler, mesmo tento boa vontade em tentar. Acho que sou uma dessas, ou não consigo ler olhos, ou as pessoas escondem bem seus sentimentos mais íntimos. Fato é que as vezes até me sinto idiota por não conseguir ler olhos, o que as vezes consigo é ler almas, mas pelas palavras, pronunciadas, mesmo que seja um simples “oi”, as vezes até mesmo escrito apenas e não falado.
Enfim, voltando aqui, posso aliviar a dor de represar sentimentos. Vão continuar presos, e a barragem que os represa atende pelo meu próprio nome. Se for para represar os sentimentos, que eu agüente o peso de minha covardia, mas que nunca seja represado meu dom da escrita, pois este me alivia a alma.